Colunista

NOSSO OUTUBRO ROSA: CADA CORPO TEM UMA HISTÓRIA

O câncer de mama é o tipo de doença mais comum entre as mulheres no mundo e, no Brasil, depois do de pele, correspondendo a cerca de 25% dos novos casos a cada ano. Em nosso país, esse percentual é de 29% e de acordo com a última estimativa foram registrados 16.927 mortes, sendo 16.724 mulheres e 203 homens.  

Representando múltiplas causas, é importante expor ao paciente formas de apresentar essa doença que pode acometer desde jovens até idosos, sendo mais frequente em pessoas acima dos 50 anos. Alguns dos fatores que aumentam o risco da doença são fatores ambientais e comportamentais; fatores da história reprodutiva e hormonal; fatores genéticos e hereditários; obesidade e sobrepeso após a menopausa; primeira menstruação antes dos 12 anos de idade; histórico familiar de câncer de ovário; sedentarismo e inatividade física; não ter tido filhos; casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos; consumo de bebida alcoólica; primeira gravidez após os 30 anos; história de câncer de mama em homens; exposição frequente à radiações ionizantes (raios-x); parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos; alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2; ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos e uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona). A mulher que possuir um ou mais desses fatores é considerada mais vulnerável a desenvolver o câncer de mama, mas é importante ressaltar que sua presença não significa, necessariamente, que ela terá a doença.

Vale lembrar que não ter amamentado não é um fator de risco, pois amamentar gera proteção para o câncer, ou seja, o não aleitamento promove a perda dessa proteção gerando risco. E por falar nisso, existem diversos hábitos saudáveis que previnem o câncer de mama, como praticar atividade física; alimentar-se de forma saudável; manter o peso corporal adequado; evitar o consumo de bebidas alcoólicas e evitar uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal.    

Todas as mulheres, independente da idade, devem conhecer cada detalhe do seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. Um nódulo ou um outro sintoma suspeito deve ser investigado através do exame clínico das mamas, exames de imagem podem ser recomendados, como mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética. O tratamento do câncer de mama depende da fase em que a doença se encontra (estadiamento) e do tipo do tumor. Pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica (terapia alvo).

Nos tratamentos em que ocorre a retirada da mama, é possível através da reconstrução recuperar a autoestima das mulheres. Por meio de diversas técnicas com retalhos da própria paciente, implantes ou expansores é possível que o seio volte a ter a mesma estrutura antes de ser acometido pelo câncer. Mais uma vez, lembro-lhes que cada corpo possui sua própria história e o cuidado com as mamas faz parte dela. Cuide-se da melhor forma, a prevenção traz a cura!

Dr. Leonardo Assunção
Conceituado em São José do Rio Preto, Jales e toda nossa região, o cirurgião plástico fala sobre procedimentos e novidades que contribuem para manter

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